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Portuguese HL P2 Memo 2019 hlayiso.com

Subject: Portuguese HLGrade 12201911 pages
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Downloaded from hlayiso.com NATIONAL SENIOR CERTIFICATE EXAMINATION NOVEMBER 2019 PORTUGUESE HOME LANGUAGE: PAPER II MARKING GUIDELINES Time: 2½ hours 80 marks These marking guidelines are prepared for use by examiners and sub-examiners, all of whom are required to attend a standardisation meeting to ensure that the guidelines are consistently interpreted and applied in the marking of candidates' scripts. The IEB will not enter into any discussions or correspondence about any marking guidelines. It is acknowledged that there may be different views about some matters of emphasis or detail in the guidelines. It is also recognised that, without the benefit of attendance at a standardisation meeting, there may be different interpretations of the application of the marking guidelines. IEB Copyright © 2019 PLEASE TURN OVER
Downloaded from hlayiso.com NATIONAL SENIOR CERTIFICATE: PORTUGUESE HOME LANGUAGE: PAPER II – MARKING GUIDELINES Page 2 of 11 Esta Secção contém duas (2) perguntas. Responda a duas alíneas da Pergunta 1 e a toda a Pergunta 2. SECÇÃO A POESIA / POETRY Antes de iniciar as respostas, leia todos os poemas com atenção para lhes apreender o sentido. PERGUNTA 1 1.1 1.1.1 Refira o mito subjacente ao poema e transcreva os versos ou as expressões com que esse mito é definido. O mito aludido é o do Infante D. Henrique, o empreendedor dos descobrimentos marítimos portugueses, a concretização do seu sonho preparado a partir da Escola Náutica de Sagres. No poema ele é destinado por Deus ao cumprimento da missão de desvendar o globo, para que a «terra fosse toda uma, e o mar unisse já não separasse». Essa concretização é abordada na segunda estrofe: E a orla branca foi de ilha em continente ... até a fim do mundo. Segundo o Pe. António Vieira, os quatro impérios teriam sido: Assírio, Persa, Grego, Romano, e o V seria o Império Português. Este mito é o fio temáticco subjacente à Mensagem, através do qual Fernando Pessoa engrandece o papel civilizacional de Portugal. 1.1.2 Interprete o sentido dos dois últimos versos, tendo em conta o seu conhecimento geral da obra Mensagem da qual o poema foi extraído. A descoberta do globo e o domínio das terras descobertas teriam criado o V Império, que se desfez. Cumpriu-se o sonho marítimo, mas Portugal tem ainda uma missão a cumprir, retornar ao antigo esplendor e à união de todo o mundo na concretização do V Império, que não é necessariamente material, mas civilizacional ou espiritual. 1.2 1.2.1 Indique a quem é o poema dirigido. Transcreva o verso ou expressão comprovativos da sua resposta. O poema é dedicado / dirigido às crianças de São Tomé e Príncipe: Canta, criança minha / teu sonho gritante; Teu teto de andala. / Teu ninho deserto / ... / Mamã tua, menino ... IEB Copyright © 2019 PLEASE TURN OVER
Downloaded from hlayiso.com NATIONAL SENIOR CERTIFICATE: PORTUGUESE HOME LANGUAGE: PAPER II – MARKING GUIDELINES Page 3 of 11 1.2.2 Comente o significado e a expressividade das palavras e expressões sublinhadas tendo em conta a ideologia do poema. das nossas praias sedentas – a expressão refere o desejo de liberdade do povo, ainda sob o domínio colonial. os ventres inchados – a expressão aponta para a fome que o povo, nomeadamente as crianças, sofriam, o que implicitamente transmite a exploração. gemendo na areia – o sofrimento e a miséria causados pela exploração e opressão, pela falta de atenção dos governantes que deixavam o povo entregue a si próprio sem atender às suas necessidades básicas. Teu ninho deserto – o lar ficava deserto, sem ninguém, pois todos se dirigiam à feira no desejo de vender alguma coisa e tu, sonho meu – as crianças são a esperança do futuro, nelas reside a responsabilidade de conseguirem a libertação. camisa rasgada – conotativo da miséria. na longa espera – o verso pode ser tomado literalmente, como a espera de venda, de matar a fome, de uma vida melhor; pode também ser tomado conotativamente, referindo-se à 'longa espera', à espera da liberdade, que será longa. 1.2.3 Transcreva o verso que implicitamente representa o sonho da liberdade. na longa espera, duma perna inchada 1.3 Proceda ao comentário da composição poética tendo em conta o tema e o seu desenvolvimento. Os candidatos devem notar o seguinte: A cidade é considerada um espaço sujo em contraste com a natureza, o espaço urbano é um lugar onde ninguém se sente feliz. O homens sofrem de melancolia, os pássaros não têm árvores onde pousar, as crianças não têm espaços para brincar. A cidade é um espaço de aprisionamento, de isolamento, de solidão. A paisagem foi destruída e em seu lugar surgem os arranhacéus cheios de vidros que irritam as pessoas e as deprimem. Não há a solidariedade que se vê nos espaços naturais abertos, pelo contrário, prevalece a imoralidade e a corrupção, daí a cidade ser considerada negativa. Nota-se o inconformismo e a revolta do eu poético por a natureza ter sido destruída e em seu lugar ter surgido algo que corrompe, onde vigora a imoralidade. Expressa o lamento do eu poético pela destruição de algo puro e natural e a ereção de prédios onde os seres humanos se veem obrigados a alterar os seus hábitos. Espera-se que se note a poesia narrativa e os encavalgamentos (enjambement). Os candidatos devem apresentar os versos correspondentes. IEB Copyright © 2019 PLEASE TURN OVER
Downloaded from hlayiso.com NATIONAL SENIOR CERTIFICATE: PORTUGUESE HOME LANGUAGE: PAPER II – MARKING GUIDELINES Page 4 of 11 1.4 Proceda a uma breve interpetação da composição poética tendo em conta o tema e o seu desenvolvimento. O candidato deve abordar o seguinte: No contexto do colonialismo e do regime político vigente, a mordaça representa a censura, o silenciamento intelectual e cultural, e a violência colonial. Através da literatura se afirma a identidade individual e/ou cultural, e o silenciamento referido impede a manifestação das identidades referidas. A literatura pode ser utilizada como arma de protesto anticolonial e antipolítica. Na breve interpretação espera-se ainda que sejam referidas a expressividade das estrofes e a forma como os versos foram agrupados, a divisão em momentos, a pontuação, a ironia, a poesia narrativa, a expressividade dos versos livres como elemento importante de apoio à mensagem, e os encavalgamentos (enjambement). PERGUNTA 2 POEMA DESCONHECIDO / UNKNOWN POEM Esta pergunta é obrigatória. Divida o poema nos seus dois momentos lógicos e comente cada um deles tendo em atenção o assunto de cada um desses momentos e a expressividade das figuras de estilo para a compreensão do tema. O tema do soneto é inicialmente o revoar das pombas que acaba por estabelecer uma comparação com as fases da vida humana. A pomba, animal escolhido por Raimundo Correia para protagonizar seu soneto, é símbolo da pureza, da paz e da elevação espiritual. Assim como todos os pássaros, a pomba pode ser lida como sinónimo de liberdade e de conexão do céu e da terra, visto que frequenta os dois ambientes. As pombas, nos versos parnasianos acima, trazem também à tona a efemeridade da vida e o sentimento de transitoriedade do tempo. Os dois quartetos iniciais são apenas descritivos da rotina dos pássaros: Vai-se a primeira pomba despertada... / Vai-se outra mais... mais outra... enfim dezenas / Das pombas vão-se dos pombais, apenas / Raia sanguínea e fresca a madrugada. E à tarde, quando a rígida nortada / Sopra, aos pombais, de novo elas, serenas, Ruflando as asas, sacudindo as penas, / Voltam todas em bando e em revoada... Os oito primeiros versos são basicamente ilustrativos da movimentação das pombas, iniciam-se com o despertar dos animais, o voo em conjunto para o exterior, e o posterior retorno ao ninho também em bando. IEB Copyright © 2019 PLEASE TURN OVER
Downloaded from hlayiso.com NATIONAL SENIOR CERTIFICATE: PORTUGUESE HOME LANGUAGE: PAPER II – MARKING GUIDELINES Page 5 of 11 Os dois tercetos finais, por sua vez, direcionam-se a uma abordagem distinta. Também dos corações onde abotoam / Os sonhos, um a um, céleres voam, Como voam as pombas dos pombais; No azul da adolescência as asas soltam, / Fogem... Mas aos pombais as pombas voltam, / E eles aos corações não voltam mais. Nos seis últimos versos, o autor faz uma associação com o desabrochar do ser humano e o movimento de ida e vinda das pombas. O soneto carrega uma forte preocupação existencial, e demonstra versos compostos a partir de uma profundidade psicológica. O viés da escrita é, sem sombra de dúvida, pessimista (enquanto as pombas efetivamente voltam para os pombais, os corações humanos parecem não retornar ao local de origem). Em relação à estrutura da composição, Raimundo Correia optou por aderir a uma forma cara ao movimento a que pertencia. O soneto é uma forma fixa de origem italiana. A estrutura dos sonetos é imutável, composta por quatro estrofes (as duas primeiras estrofes contêm quatro versos – são os quartetos – e as duas últimas três – os tercetos). Em termos sintáticos, o poema é encadeado a partir de enjambement (em português encavalgamento), ou seja, os versos se sucedem sem pausas no final de cada um. Esse tipo de criação é bastante frequente entre os parnasianos. [<www.culturagenial.com>] IEB Copyright © 2019 PLEASE TURN OVER
Downloaded from hlayiso.com NATIONAL SENIOR CERTIFICATE: PORTUGUESE HOME LANGUAGE: PAPER II – MARKING GUIDELINES Page 6 of 11 SECÇÃO B ROMANCE / NOVEL Deve responder a uma pergunta de ensaio e a uma pergunta direcionada. Se tiver respondido ao ensaio na Secção A, nesta secção deve responder a uma pergunta direcionada, e vice versa. PERGUNTA 3 As mulheres de meu pai, de José Eduardo Agualusa Leia com atenção os excertos que se seguem, recorde o estudo efetuado e responda às questões. 3.1 "─ De quantas verdades se faz uma mentira?" Interprete a interrogação à luz da trama do romance. Esta frase remete para a conclusão de que, afinal, Faustino Manso era estéril, desmitificando-se a ideia de que deixara larga prole. O candidato também poderá abordar o significado do nome: Faustino vem de 'fausto', um indivíduo bem aventurado, feliz, mas essa felicidade não lhe trouxera a certeza de que deixara descendência, porque fora 'manso', neste sentido 'infértil'. A procura do pai biológico e da família revela uma grande ironia. A figura do grande civilizador – pai dos povos, como também a personagem Faustino Manso pode ser interpretada – é deitada a baixo, um ídolo com pés de barro, destruindo a ilusão de que há uma origem, algo a proteger-nos. Espera-se uma resposta mais desenvolvida. 3.2 "─ Segundo o avô dizia, sete mulheres e 18 filhos." Faustino Manso viajou por Angola, Moçambique e outros locais da África Austral. Face a esta asserção e ao facto de Faustino Manso ser apenas mencionado, comente o simbolismo desta personagem. Fautino Manso pode ser relacionado com a terra-mãe no sentido de país colonizador, que colonizou diversos pontos do globo. Em África 5 países têm o português como língua oficial. Porém o império português poderá também ser considerado uma mentira visto não ter perdurado. Portugal fertilizou (se), teve um império, foi considerado um território único dividido por vários continentes, mas desmembrou- se, Portugal nada tem de seu hoje; foi uma grande 'mentira' porque nos territórios independentes floresce a cultura própria de terras independentes que o país colonizador tentara sufocar ao introduzir a europeia. É uma imagem nada lisonjeira. Tal como Faustino que percorreu diversas terras da África Austral, espalhou a sua música, tinha fama de ser prolífico, mas descobre que nunca poderia ter tido filhos porque era estéril. Nenhum dos supostos filhos era seu filho biológico, por isso foi uma 'mentira', acabou por não ter nada, assim como o país colonizador nada tem. IEB Copyright © 2019 PLEASE TURN OVER
Downloaded from hlayiso.com NATIONAL SENIOR CERTIFICATE: PORTUGUESE HOME LANGUAGE: PAPER II – MARKING GUIDELINES Page 7 of 11 3.3 "─ Era um homem africano – O empresário piscou-me o olho cúmplice. – Aqui em África ainda sabemos fazer filhos, não é como vocês lá na Europa." Analise o significado da transcrição. Como se mencionou na resposta à questão anterior, nenhum dos 18 filhos de Faustino era seu. Sete mulheres revelaram-se férteis traduzindo a fertilidade de África, a mãe-terra, em termos populacionais, mas, a um nível mais profundo, apontando também para a fecundidade noutros campos: culturais, intelectuais, musicais .... Essa fertilidade marca a onda de renascimento africano em contraste com a Europa cuja população diminui. A expressão traduz também a tradição africana de famílias grandes em que o número de filhos reflete a riqueza do chefe da família. Conclui-se que a figura feminina suplanta a tradicional ordem masculina pois o romance realça o papel feminino na multiplicação e no hibridismo através da sexualidade. A esterilidade de Faustino enfraquece o lugar do homem na história dos povos africanos visto ser claro que a multiplicação cutural se deve às mulheres. 3.4 Classifique o tipo de narrador presente nos excertos. Transcreva as expressões em que assenta a sua resposta. Narrador homodiegético, narrador testemunha porque narra o que presenciou e se passou com ele próprio. O candidato deve transcrever expressões comprovativas. OU PERGUNTA 4 Aborde a situação paralela da viagem real e da viagem ficcional. Para terminar a breve interpretação relacionada com as questões postas, infere-se que a frase "─ De quantas verdades se faz uma mentira?" é em si polifónica dado que sujeita a várias interpretações. No romance, duas situações narrativas estruturam o enredo. Uma se pauta pela veracidade, confirmada através de nomes de personalidades vivas como a do próprio autor do livro. A outra é vista exclusivamente como criação ficcional, anunciada como produto da primeira. Ambas resultam de viagens empreendidas por dois grupos. Embora estejam separados pelos termos verdade e ficção, os dois relatos não obedecem a tais critérios. IEB Copyright © 2019 PLEASE TURN OVER
Downloaded from hlayiso.com NATIONAL SENIOR CERTIFICATE: PORTUGUESE HOME LANGUAGE: PAPER II – MARKING GUIDELINES Page 8 of 11 A frase "de quantas verdades se faz uma mentira", extraída de um sonho de José Eduardo Agualusa, alerta o leitor das dificuldades em se estabelecer a diferença entre os factos reais dos inventados. Desta forma, impulsionado pela sentença, Agualusa resolve escrever um roteiro para um filme, abordando a viagem de uma personagem criada por ele, chamada Laurentina, cujo trajeto será similar ao do escritor. Outras similaridades ocorrem, chamando a atenção para a figura do duplo como formato especular da composição textual. Se o motorista do carro do escritor angolano tem por apelido Azarado, no veículo de Laurentina temos o condutor Pouca Sorte. Os sucessos amorosos e a própria redação textual, elaborada em segredo através de um diário, igualmente demarcam as semelhanças das duas figuras principais de viajantes. Assim, Agualusa e seu motorista, em viagem à África Austral, são acompanhados pelo fotógrafo português Jordi Burch e a cineasta e musicista Karen Boswall. Outro dado recorrente e significativo é a condição multicultural das personagens. Todas partilham ou experimentam mais de uma cultura originária. A defesa do caráter multicultural das formações comunitárias parece ser uma das "teses" do romance, pondo em xeque a ideia de tradição enquanto categoria pura e fixa. Nos capítulos que remetem à viagem ficcional, os destaques são Laurentina, seu namorado Mandume, o escritor angolano Bartolomeu Falcato, seguido do motorista Pouca Sorte. Os lugares visitados se repetem aos do outro grupo. Os objetivos da viagem são, aparentemente, distintos. Os resultados alcançados, todavia, são os mesmos: o reconhecimento das identidades culturais depois de um diagnóstico político da região. Cronotopias multiculturais e polifonia em As mulheres do meu pai, de José Eduardo Agualusa, José Luís Fornos IEB Copyright © 2019 PLEASE TURN OVER
Downloaded from hlayiso.com NATIONAL SENIOR CERTIFICATE: PORTUGUESE HOME LANGUAGE: PAPER II – MARKING GUIDELINES Page 9 of 11 SECÇÃO C TEATRO / DRAMA Se na Secção B tiver respondido apenas à Pergunta 3, deve, nesta Secção, responder ao ensaio (Pergunta 6, que é uma pergunta de desenvolvimento). Se pelo contrário, na Secção acima tiver respondido apenas à Pergunta 4 (ensaio), deve agora responder à Pergunta 5. PERGUNTA 5 5.1 Identifique o espaço e o tempo da peça de teatro. Espaço – Lisboa, espaços populares e governamentais, interiores exteriores. Tempo histórico – séc. XIX, durante a suposta tentativa de revolta liderada por Gomes Freire. 5.2 Abstraia a mensagem da obra. A obra expressa a revolta contra o Poder e a convicção de que é necessário transformar o mundo em que se vive, atingindo, assim, a ulterior mensagem de revolta dirigida ao presente em que a obra foi escrita, isto é, ao regime ditatorial. Aceita-se se responderem incitamento à revolta para se atingir a liberdade. 5.3 Considere o conflito social que se constata da primeira à última folha. Basicamente, o conflito desenrola se entre o povo e o regime político. De um lado temos o povo reprimido e silenciado, a impotência de se rebelar contra o despotismo encabeçado pela junta governativa; do outro lado, deparamo-nos com o movimento / falas contra a corrupção, a imoralidade, a ambição e a injustiça dos governantes que se recusam a aceitar a vontade implícita do povo, recorrendo, assim, à mais brutal repressão. Os candidatos poderão apresentar uma pequena interpretação mais desenvolvida sobre a ambição e a traição que se dissemina entre populares e políticos. IEB Copyright © 2019 PLEASE TURN OVER
Downloaded from hlayiso.com NATIONAL SENIOR CERTIFICATE: PORTUGUESE HOME LANGUAGE: PAPER II – MARKING GUIDELINES Page 10 of 11 5.4 Detenha-se na semelhança da situação dramatizada com o presente da escrita do drama. Paralelismo entre o passado e as condições históricas dos anos 60: denúncia da repressão, opressão, silenciamento, traição, etc. Século XIX – 1817 Século XX – anos 60 Agitação social que levou à Agitação social: conspirações revolta de 1820 internas; principal erupção da guerra colonial Regime absolutista e tirano Regime ditatorial salazarista Classes hierarquizadas, Classes exploradas; dominantes, com medo de desigualdade entre abastados e perder privilégios pobres Povo oprimido e resignado Povo reprimido e explorado Miséria, medo, ignorância, Miséria, medo, analfabetismo, obscurantismo mas "felizmente obscurantismo mas crença nas há luar" mudanças Luta contra a opressão do Luta contra o regime totalitário e regime ditatorial Perseguições dos agentes de Perseguições da PIDE Beresford Denúncias de Vicente, Andrade Denúncias dos "bufos" Corvo e Morais Sarmento Censura à imprensa Censura total Repressão dos conspiradores; Prisão; duras medidas de execução sumária e pena de repressão e tortura; condenação morte sem provas Execução de Gomes Freire Execução de Humberto Delgado Revolução de 1820 Revolução do 25 de Abril de 1974 5.5 Avalie o simbolismo do luar e do fogo. Luar: Para os representantes da ditadura, a fogueira era o castigo a evitar por todos os revoltosos, mais pessoas ficariam avisadas sobre o castigo que sofreriam se se atrevessem a revoltar-se. O luar faria com que o povo visse claramente a fogueira e isso tinha o propósito de aterrorizar e causar a passividade. Para o contrapoder, a chama mantém-se viva e um dia a liberdade havia de chegar, mais pessoas lutariam pela liberdade. As últimas palavras de Matilde são de coragem e estímulo para que o povo se revolte contra a tirania dos governantes: "─ Olhem bem! Limpem os olhos no clarão daquela fogueira e abram as almas ao que ela nos ensina! /Até a noite foi feita para que a vísseis até ao fim…/ (Pausa) / Felizmente – felizmente há luar!" IEB Copyright © 2019 PLEASE TURN OVER
Downloaded from hlayiso.com NATIONAL SENIOR CERTIFICATE: PORTUGUESE HOME LANGUAGE: PAPER II – MARKING GUIDELINES Page 11 of 11 Fogo: O fogo é um elemento destruidor e ao mesmo tempo purificador e regenerador, sendo a purificação pela água complementada pela do fogo. Se no presente a fogueira se relaciona com a tristeza e escuridão, no futuro relacionar-se-á com esperança e liberdade. É irónico que 'as forças das trevas', como a inquisição, tivessem sempre a fogueira como meio de purificação. OU PERGUNTA 6 A partir da fala acima, analise a situação que se vivia na trama e a intencionalidade paralela da peça de teatro. A solução a esta questão encontra-se nas respostas às alíneas da pergunta anterior. Total: 80 marks IEB Copyright © 2019

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